domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre caso Geisy


Há alguns dias foi notícia nos diversos meios de comunicação que uma aluna universitária foi alvo de uma "manifestação" por ter ido a universidade com um vestido curto.
Até agora não entendi a reação dos outros alunos, nem que se trata-se de uma instituição religiosa (não sei se era) não se justificava tanto alvoroço.
Nunca fui a aula de vestido ou minissaia, e nem reparei se alguem na minha turma ia, afinal de contas, o que eu teria com  isso?
O que mais me espanta foi a noticia que vi no Fantastico de que a aluna foi expulsa da universidade. E os alunos que agrediram a outra aluna (também divulgado no Fantastico da semana passada), foram expulsos?
Parece coisa de outro pais, alguns séculos passados...

3 comentários:

Patrícia disse...

Concordo com vc Hellen, fiquei perplexa, me senti na idade média, época da caça as bruxas.
Ou a 2009 anos atrás quando tentaram apedrejar Maria Madalena.
Um dos estudantes em entrevista ao Fantástico, disse q a aluna havia "denegrido" a imagem da faculdade, mas o fato notório é que ficou feio mesmo para os alunos que em bando [como se fossem bichos] foram hostilizar uma única pessoa, sozinha, sem poder se defender.Que obviamente acuada respondeu às ofensas, independente de que nível tenha sido sua defensiva, se levantando um pouco mais ou um pouco menos o vestido, não dá a ninguém o direito de desrespeitar a inviolabilidade do corpo e das emoções de quem quer que seja!
O mais incrível disso tudo, é que uma das alunas que estava em meio ao bando enfurecido, por piedade, ousou dizer: Ela está chorando! No que uma voz feminina, de uma das alunas, respondeu: E daí?
E daí, pergunto eu,qual o papel da Universidade?
O próprio nome já diz, é universalizar as diferenças é exercitar a tolerância, respeitar o outro, por mais que não venhamos a concordar com a postura X ou Y. Estes "alunos" deveriam ter tido aulas da disciplina mais importante, a de humanidade.
Nas palavras de Voltaire, pensandor do século das luzes (XVIII):"não concordo com nenhuma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las!"
Ou nas palavras do Cristo: "atire a primeira pedra aquele que não tiver pecados!".
O pior de tudo, para mim, foi ver, na mesma entrevista,a aluna, sem ao menos ter tido direito a defesa, expulsa e ainda declarar que a culpa foi de todos e dela também.
Numa postura típica da vítima que em meio a turbulência dos acontecimentos e das pressões, passa a se ver como colaboradora de um cenário de injustiça clara.

Patrícia Barros.

Patrícia disse...

Concordo com vc Hellen, fiquei perplexa, me senti na idade média, época da caça as bruxas.
Ou a 2009 anos atrás quando tentaram apedrejar Maria Madalena.
Um dos estudantes em entrevista ao Fantástico, disse q a aluna havia "denegrido" a imagem da faculdade, mas o fato notório é que ficou feio mesmo para os alunos que em bando [como se fossem bichos] foram hostilizar uma única pessoa, sozinha, sem poder se defender.Que obviamente acuada respondeu às ofensas, independente de que nível tenha sido sua defensiva, se levantando um pouco mais ou um pouco menos o vestido, não dá a ninguém o direito de desrespeitar a inviolabilidade do corpo e das emoções de quem quer que seja!
O mais incrível disso tudo, é que uma das alunas que estava em meio ao bando enfurecido, por piedade, ousou dizer: Ela está chorando! No que uma voz feminina, de uma das alunas, respondeu: E daí?
E daí, pergunto eu,qual o papel da Universidade?
O próprio nome já diz, é universalizar as diferenças é exercitar a tolerância, respeitar o outro, por mais que não venhamos a concordar com a postura X ou Y. Estes "alunos" deveriam ter tido aulas da disciplina mais importante, a de humanidade.
Nas palavras de Voltaire, pensandor do século das luzes (XVIII):"não concordo com nenhuma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las!"
Ou nas palavras do Cristo: "atire a primeira pedra aquele que não tiver pecados!".
O pior de tudo, para mim, foi ver, na mesma entrevista,a aluna, sem ao menos ter tido direito a defesa, expulsa e ainda declarar que a culpa foi de todos e dela também.
Numa postura típica da vítima que em meio a turbulência dos acontecimentos e das pressões, passa a se ver como colaboradora de um cenário de injustiça clara.

Patrícia Barros.

citadinokane disse...

É lamentável! A juventude desmiolada...(no caso da Uniban)